BARRÈRE, A; SEMBEL,N. Escola e Seleção. In: _______ Sociologia da Escola. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 39-67.
Gabriel Claro da Rosa
Durante muitos anos a sociologia da educação se concentrou em refletir sobre a socialização, deixando de lado a questão da desigualdade, tanto no âmbito de processo como de resultado. Alguns autores, assim como Durkheim, chegaram a versar sobre a importância das desigualdades, em seu pensamento, o desiquilíbrio era natural e necessário.
Apenas nos meados dos anos 1960 a sociologia da educação passa a refletir sobre a problematização desigualdade e a seleção escolar. Tendo como base de pensamento a realidade francesa, o livro nos traz duas vertentes teóricas: a vertente interna, qual se baseia em discutir se a escola é neutra ou ativa no processo de amenizar as desigualdades entre os alunos, ou possui a função de realçar tais aspectos; a segunda perspectiva apresentada é a vertente externa, onde é dado maior atenção a questões extra – escola, isto é, questões como a economia, visando a mobilidade do individuo na sociedade.
No inicio do século passado, tem inicio na França a ampliação do ensino e sua massificação, acaba-se com os distintos cursos que ao final, colocavam cada individuo em uma posição especifica. Porem, a massificação pode ser enganadora, ao mesmo tempo em que unir filhos de operários (classe baixa) a filhos de individuos da classe media em um mesmo ambiente escolar pode aparentemente parecer salutar, é necessário que se repare no interesse pelos estudos e em um segundo momentos, a vontade em dar continuidade aos estudos que cada um possui. Para uma real democratização do ensino é necessário que haja também a democratização das condições externas ao individuo, e não apenas a distribuição de diplomas.
O livro nos mostra próximo ao final do capitulo que ao termos “Um novo olhar sobre as desigualdades sociais na escola”, não apenas iremos nos deparar com a desigualdade econômica, mas também e não menos importantes, as desigualdades de sexo e culturais, por exemplo. Ao vermos tais formas de seleção, se faz imprescindível a problematização de questões como a relação não apenas dos alunos com seus pares, mas sim, dos alunos com os professores e o meio onde vivem.
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